segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Boryhyaena

O Boryhyaena era um marsupial carnívoro que viveu na América do Sul há aproximadamente 25 milhões de anos atrás durante o Oligoceno, possuía pouco mais de 1 metro de comprimento e era uma espécie bem sucedida até se encontrar em uma enorme competição com os mamíferos, os quais entre outros fatores o levaram a extinção.
Dados do Mamífero:
Nome: Boryhyaena
Época: Oligoceno
Local onde viveu: América do Sul
Peso: Cerca de 30 quilos
Tamamnho: 1 metros de comprimento e 50 centímetros de altura
Alimentação: Carnívora

                        

Anta-brasileira: um gênio solitário e incompreendido

 

Talvez pelo seu tamanho avantajado, visual peculiar (corpo de porco, cascos de boi, orelhas de cavalo e focinho de elefante) e por ser um pouco desastrada, a anta-brasileira (Tapirus terrestris) recebeu no Brasil uma fama de ter pouca inteligência. Quem nunca ouviu a frase - ou até foi alvo dela - "Você é uma anta"? Se engana, no entanto, quem pensa assim. Ao contrário, com uma enorme concentração de neurônios em seu cérebro, a anta tem memória comparável a de um elefante. É um animal extremamente inteligente.

Alcançando até 1,20 m de altura, 2 m de comprimento e 300kg, a tapir - como também é conhecida - é o maior mamífero terrestre nativo da América do Sul. Seu habitat são as florestas e campos da América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai. Aqui, são mais encontradas nas áreas próximas aos rios Paraná e Paraguai, no Pantanal, na bacia do rio da Prata e na bacia do rio Amazonas. Sempre se mantém próximas aos rios porque, excelente nadadora, é neles onde busca refúgio de predadores, como onças-pintadas e onças-pardas. Se não há água, corre abrindo caminho pela mata fechada, derrubando desastradamente pequenas árvores e arbustos que aparecem pela frente.

Com todo este tamanho, natural que tudo na anta seja excessivo: um herbívoro de hábitos noturnos, ela chega a ingerir de oito a nove quilos por dia de uma grande variedade de gramíneas, folhas, sementes, frutos e outros tipos de vegetação; animal tipicamente solitário, precisa de extensas áreas para viver, território que demarca com a urina.

Para as fêmeas, o período de gestação dura aproximadamente de 390 a 400 dias (13 meses!), com intervalo entre concepções de cerca de 24 meses, nascendo apenas um filhote por vez. E muito ainda há para se descobrir sobre esse animal, trabalho empreendido por entidades como o Tapir Specialist Group, que se dedica à sua preservação e estudo.

Pela lista vermelha da IUCN, a Tapirus terrestris é classificada como vulnerável. Embora não seja considerado animal ameaçado de extinção pelo IBAMA, a anta perde áreas de habitat com a devastação de florestas e matas, pela competição com áreas de pecuária e com a caça ilegal para alimentação e esporte. O ciclo reprodutivo lento faz com que populações reduzidas por quaisquer razões tenham poucas chances de reestabelecimento. A população de antas sofreu uma redução de cerca de 30% nas últimas 3 décadas e, estudos sugerem que, nada sendo feito, o decréscimo poderá continuar pelas próximas três. Uma perspectiva alarmante, se considerada a importância do animal para o bioma: como uma verdadeira "jardineira das florestas", seu processo metabólico permite, por meio de suas fezes, a dispersão natural de sementes pelo terreno, tornando fértil o solo das longas distâncias que percorre.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Novo grupo de defesa dos animais vai supervisionar produções de Hollywood                                                        

RIO - Um novo grupo de defesa dos animais pretende supervisionar com mais transparência as produções de Hollywood. A decisão acontece após a revista "Hollywood Reporter" denunciar, em novembro, que bichos sofreram maus tratos durante as gravações de filmes populares nos Estados Unidos.
A Movie Animals Protected (MAP) pretende ameaçar a supermacia da American Humane Association (AHA), principal organização que hoje trabalha para proteger a integridades dos animais usados nas filmagens. O novo grupo será encabeçado por Barbara Casey, ex-autoridade da AHA.
Ela acompanhou a operação de diversos funcionários da AHA, durante 13 anos, antes de ser demitida em janeiro de 2012. Casey alega ter confrontado os produtores de "Luck", série da HBO em que vários cavalos morreram.
A reportagem do "Hollywood Reporter" apresentava evidências de que a American Humane Association abafou, sistematicamente, casos de maus tratos e mortes, tudo para preservar as relações com poderosos produtores de Hollywood. O texto explica como o grupo se tornou "parte da indústria que deveria regulamentar".
De acordo com a publicação, que manteve a maior parte das fontes sob anonimato, um treinador deu socos em um cachorro no set de "Resgate abaixo de zero" (2006), filme da Disney estrelado por Paul Walker; um esquilo foi esmagado nas filmagens da comédia romântica "Armações do amor" (2006), com Matthew McConaughey e Sarah Jessica Parker; e dezenas de ovelhas e cabras morreram em "O Hobbit: Uma jornada inesperada". Treinadores já haviam denunciado a morte de bichos nos bastidores do épico de Peter Jackson.
Além disso, O tigre usado em "As aventuras de Pi" (2012), que rendeu o Oscar de direção a Ang Lee, teria quase se afogado (embora o animal tenha sido recriado em computação gráfica na maior parte das cenas, um modelo real foi necessário em determinados momentos).
A AHA argumentou que os incidentes aconteceram de maneira não intencional ou "não relacionadas ao trabalho".

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O cão-da-pradaria é um roedor da família dosesquilos que late como um cachorro. É também conhecido por suas grandes colônias subterrâneas, às vezes chamadas de cidades. Elas costumam ter muitos cômodos e túneis.
Existem cinco espécies de cães-da-pradaria. Os mais conhecidos são o cão-da-pradaria-de-cauda-preta e o cão-da-pradaria-de-cauda-branca. Esses animais vivem em pradarias  no oeste da América do Norte(planícies) no oeste da América do Norte.
PhotographO cão-da-pradaria tem corpo rechonchudo, pernas curtas, garras longas e fortes. Sem incluir a cauda, ele pode atingir de 28 a 33 centímetros de comprimento e chega a pesar quase 2 quilos. A maioria tem pelo marrom-amarelado.
O cão-da-pradaria é ativo durante o dia. No inverno, três das espécies hibernam, isto é, ficam dormindo até a primavera.
A fêmea dá à luz uma ninhada de mais de dez filhotes. Depois de dois anos os filhotes machos se separam, mudando-se para novas colônias, e as fêmeas ficam.
O cão-da-pradaria se alimenta de gramíneas e algumas vezes come tanto que acaba com o pasto do gado. Por esse motivo, é considerado uma praga por algumas pessoas.
Outras pessoas entretanto consideram o cão-da-pradaria muito importante, já que muitos animais, como raposas, coiotes, texugos e falcões, dependem dele como alimento. Além disso, coelhos e cobras vivem em buracos cavados pelos cães-da-pradaria.

Pesquisador: poderemos conversar com animais em até 10 anos




Um fotógrafo flagrou um casal de cães-da-pradaria que parecem se preparar para dançar, no zoológico de Praga
Foto: The Grosby Group

Um médico que conversa com animais. Essa é a premissa da série de livros infantis Doctor Dolittle, de Hugh Lofting, que originou mais tarde os filmes estrelados por Eddie Murphy. História para criança? Con Slobodchikoff, professor emérito de biologia da Universidade de Arizona do Norte, nos Estados Unidos, acha que não. Para ele, o ser humano poderá se comunicar com animais domésticos em até 10 anos.

Fotógrafo amador registrou momento em que uma zebra se salvou do ataque de um leão ao dar um coice no predador.Foto: Thomas Whetten/Caters / BBC Brasil
Fotógrafo flagra momento em que zebra escapa de ataque de leão
Foto: Thomas Whetten/Caters / BBC Brasil

Essa previsão parte de sua pesquisa de três décadas sobre a comunicação entre animais. Hoje Slobodchikoff já testa um programa de computador para, com técnicas de inteligência artificial e muitos anos de dados coletados, comunicar-se com cães-da-pradaria-de-cauda-curta (Cynomys gunnisoni), roedores da família dos esquilos que habitam principalmente os Estados americanos de Arizona, Novo México e Colorado.
Com a aplicação dessa tecnologia para outros animais, o pesquisador acredita que, em cinco a 10 anos, os seres humanos poderão se comunicar, em um nível básico, através de dispositivos do tamanho de um celular, com seus cachorros e gatos. “Eu acredito que tais conversas nos ajudarão a resolver muitos problemas comportamentais que as pessoas têm com seus animais de estimação”, afirma Slobodchikoff, em entrevista ao Terra. “A maioria dos problemas de comportamento aparecem porque as pessoas não conseguem comunicar suas necessidades aos seus animais, e seus animais não conseguem comunicar suas necessidades a suas pessoas”.
Não se sabe ainda o que esse tipo de diálogo pode revelar. Talvez o gato esteja sentindo medo ou o cão precise sair para resolver urgências fisiológicas, por exemplo. “Quanto mais descobrimos sobre os animais, maior complexidade encontramos”, diz o pesquisador. “As pessoas achavam que cachorros estavam latindo apenas porque estavam com vontade de latir ou estavam apenas expressando uma emoção. Nós estamos agora começando a descobrir que cachorros têm coisas específicas a dizer em seus latidos. Quanto mais nós descobrimos, e mais a tecnologia para compreender a comunicação animal se desenvolve, estou disposto a dizer que vamos encontrar muitos animais com linguagens complexas nas quais eles comunicam informações específicas”.
Linguagem sofisticada
A ideia do professor de que os animais podem se comunicar de forma mais eficaz do que imaginávamos surgiu com o estudo de cães-da-pradaria-de-cauda-curta, nos EUA. Após centenas de experimentos, o professor e seus alunos descobriram o que ele considera a “mais sofisticada linguagem animal já decodificada”.
A descoberta sucedeu após análise dos chamados de alerta efetuados em uma colônia desses roedores diante da visão de um possível predador. Os alertas, agudos, semelhantes a pios de pássaros, variavam conforme o elemento avistado. Cada um deles era gravado, e as reações provocadas entre os roedores eram assinaladas. Mais tarde, a equipe de pesquisadores reproduzia os sons com o intuito de “compreender” os chamados. 

Esta é a 'Lucihormetica luckae', uma espécie de barata descoberta no Equador. Desde a primeira descoberta de uma barata fluorescente em 1999, mais de uma dezena de espécies já foram encontradas. Todas estão em áreas remotas. Esta é uma das novas espécies anunciadas pelo Instituto Internacional para a Exploração de Espécies da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos Foto: BBCBrasil.com
Barata fluorescente está em 'top 10' de novas espécies; veja
Foto: BBCBrasil.com

Com essas e outras experiências, Slobodchikoff identificou a utilização de diferentes fonemas, como se fossem palavras, e combinações de sons específicos, como se fossem frases. Segundo o pesquisador, o vocabulário dos “prairie dogs” (em inglês) lhes permite comunicar informações bem específicas, como a diferenciação de cores, formatos e tamanhos. 
Em seu livro mais recente, “Chasing Dr. Dolittle”, de 2012, sem tradução para o português, Slobodchikoff apresenta feitos impressionantes desses roedores. Eles puderam descrever, uns para os outros, uma pessoa alta vestindo camiseta amarela e uma pessoa baixa usando camiseta azul. A velocidade, a quantidade e as formas de cachorros se aproximando também eram anunciadas.
Nem todos os animais, entretanto, possuem uma comunicação tão eficiente. “Todos os animais se comunicam uns com os outros, como o fazem as células do nosso corpo. Mas nem todos têm necessariamente uma linguagem”, conclui. 

 Classe:Mammalia
Ordem: Carnívora
Família: Herpestidae                                
Gênero: Suricata
Espécie: Suricata suricatta
Os suricatos são originários do continente africano sendo encontrados em Angola, Botswana, Namíbia e África do Sul, são animais bastante curiosos e sociáveis, vivem em grupos de duas a três famílias.
Seus pelos é de cor castanha com riscas negras na parte final das costas e a ponta da cauda também é negra. Possui corpo esguio, o focinho pontiagudo e manchas negras em torno dos olhos, e longas garras nas patas dianteiras. Pesa em média 730 gramas e tem de 25 a 35 cm de comprimento.
Ao todo os grupos familiares são constituídos geralmente de 25 a 30 animais. Os suricatos escavam tocas dentro do solo que formam um complexo sistema de túneis que são usados para dormir e como refúgio em caso de uma possível ameaça. Esses túneis subterrâneos podem ocupar uma área com cerca de 15 Km2.
Esses animais apresentam hábitos diurnos e territorialista, costumam demarcar seu território com fezes. Estão em comunicação constante entre si e possuem várias vocalizações, inclusive sons diferentes para predadores aéreos e terrestres.
A alimentação dos suricatos é basicamente composta por insetos, mas também se alimentam de lagartos, serpentes, escorpiões, aranhas, lacraias, pequenos mamíferos e em último caso, de aves de pequeno porte. Eles são imunes ao veneno de najas e escorpiões.
A fêmea fica gestante durante 77 dias e ao dá à luz nasce de 2 a 5 filhotes, os quais abrem os olhos e ouvidos entre 10 e 15 dias, são amamentados até completarem 7 semanas e irão atingir a maturidade sexual com um 1 de vida. A expectativa de vida dos suricatas é 12 a 14 anos.
Uma característica marcante nessa espécie é que enquanto o grupo está em atividade ou em repouso, há sempre 1 ou 2 indivíduos de vigia, apoiados em suas patas traseiras e base da cauda, geralmente no local mais alto que encontram. Além disso, caso algum indivíduo adoeça, todos os outros permanecem próximos a ele, em um ato solidário.
O suricato é bem conhecido pelas crianças por ter sido o personagem “Timão” que fez dupla com o javali “Pumba” em uma das mais famosas produções da Disney: “O Rei Leão”. 
Poderá também gostar de:


Parahippus


O Parahippus evoluiu a partir do Mesohippus, ele se mudou das florestas para os campos norte-americanos. Ali, os cavalos de patas mais longas escapavam melhor dos predadores e a evolução foi selecionando cavalos mais altos. O Parahippus possuía um terceiro artelho muito grande e dois artelhos pequenos, que não tocavam o solo enquanto o animal corria.
Dados do Mamífero:
Nome: Parahippus
Nome Científico: Parahippus
Época: Oligoceno há 25 milhões de anos atrás
Local em que viveu: América do Norte e Europa
Peso: Cerca de 60 á 70 quilos
Tamanho: Aproximadamente 80 centímetros de altura e 130 de comprimento
Alimentação: Herbívora