sábado, 20 de abril de 2013

                                 ornitorrinco


Ornitorrinco, único mamífero ovípero da terra


Ornitorrinco único mamífero ovíparo da terra
O Ornitorrinco é um mamífero semiaquático natural da Austrália e Tasmânia. É o único representante vivo da família Ornithorhynchidae, e a única espécie do gênero Ornithorhynchus. Juntamente com as équidnas, formam o grupo dos monotremados, os únicos mamíferos ovíparos existentes. A espécie é monotípica.
Quais são seus hábitos ?
O ornitorrinco possui hábito crepuscular e/ou noturno. Carnívoro, alimenta-se de insetos, vermes e crustáceos de água doce. Possui diversas adaptações para a vida em rios e lagoas, entre elas as membranas interdigitais, mais proeminentes nas patas dianteiras.
É um animal ovíparo ?
É um animal ovíparo, cuja fêmea põe cerca de dois ovos, que incuba por aproximadamente dez dias num ninho especialmente construído. Os monotremados recém-eclodidos apresentam um dente similar ao das aves (um carúnculo), utilizado na abertura da casca; os adultos não possuem dentes.
A fêmea não possui mamas ?
A fêmea não possui mamas, e o leite é diretamente lambido dos poros e sulcos abdominais. Esporões venenosos nas patas estão presentes nos machos e são utilizados principalmente para defesa territorial e contra predadores.
E suas caracteríscas atípicas ?
As características atípicas do ornitorrinco fizeram com que o primeiro espécime empalhado levado para Inglaterra fosse classificado pela comunidade científica como um embuste. Hoje, ele é um ícone nacional da Austrália, aparecendo como mascote em competições e eventos e em uma das faces da moeda de vinte centavos do dólar australiano.
É uma espécie em extinção ?
É uma espécie pouco ameaçada de extinção. Recentes pesquisas estão sequenciando o genoma do ornitorrinco e pesquisadores já descobriram vários genes que são compartilhados tanto com répteis como com as aves. Mas cerca de 82% do seus genes são compartilhados com outras espécies de mamíferos já sequenciadas, como o cachorro, a ratazana e o homem.


O ornitorrinco é dependente de rios e lagos ?
O ornitorrinco é endêmico da Austrália, onde é encontrado no leste de Queensland e Nova Gales do Sul, no leste, centro e sudoeste de Victoria, Tasmânia, e Ilha King. Foi introduzido no extremo oeste da ilha Kangaroo, entre 1926 e 1949, onde ainda mantém uma população estável. A espécie está extinta na Austrália Meridional, onde era encontrada nas Colinas de Adelaide e na Cordilheira do Monte Lofty.
A espécie é dependente de rios, córregos, lagoas e lagos. A distribuição geográfica mostra considerável flexibilidade tanto na escolha do habitat quanto na adaptabilidade a uma variação de temperatura. A espécie é capaz de enfrentar tanto as altas temperaturas das florestas tropicais de Queensland, como áreas montanhosas cobertas por neve em Nova Gales do Sul. A distribuição atual do ornitorrinco mudou muito pouco desde a colonização da Austrália, e continua a ocupar grande parte de sua distribuição histórica.
O seu corpo é hidrodinâmico ?
O ornitorrinco tem um corpo hidrodinâmico e comprimido dorsoventralmente. Os membros são curtos e robustos, e os pés possuem membrana interdigital. Cada pé tem cinco dígitos com garras. A cauda é semelhante à de um castor. O focinho, que lembra um bico de pato, é alongado e coberto por uma pele glabra, macia, úmida e encouraçada; ele é perfurado sobre toda sua superfície por poros com terminações nervosas sensitivas. As narinas também se abrem no focinho, na sua metade dorsal superior, e estão posicionadas lado a lado. Os olhos e as orelhas estão localizados em um sulco logo após o focinho, esse sulco é fechado por uma pele quando o animal está sob a água. A idéia de que o ornitorrinco tinha um bico córneo como o das aves surgiu do exame de espécimes ressecados. Os órgãos olfatórios não são tão desenvolvidos quanto nas équidnas. E a espécie não tem orelhas externas ou pina.
O macho é maior que a fêmea ?
Tanto o peso quanto o comprimento variam entre os sexos, sendo o macho maior que a fêmea. Há também uma variação substancial na média de tamanho de uma região a outra, esse padrão não parece estar relacionado a nenhum fator climático, e pode ser devido a outros fatores ambientais como predação e pressão humana. 



Marsupiais: Mamíferos como o canguru, o gambá e o coala

Alice Dantas Brites
Animais como o canguru, o gambá, a cuíca, o diabo-da-tasmânia e o coala são chamados de marsupiais. O nome "marsupial" vem do latim marsupiu, que significa pequena bolsa, e está relacionado à presença de uma bolsa de pele, conhecida como marsúpio, que fica no ventre da fêmea.
Nem todos os marsupiais, porém, possuem um marsúpio bem desenvolvido. Em algumas espécies, essa bolsa só se forma durante o período reprodutivo. Em outras, está totalmente ausente.
Acredita-se que os marsupiais tenham se originado na América do Norte, durante oCretáceo Inferior, e de lá se dispersado para a América do Sul, Europa, Ásia, norte da África e Oceania. No entanto, durante o Cenozóico Médio, sofreram uma grande extinção e, atualmente, o único marsupial encontrado na América do Norte é uma espécie de gambá (Didelphis sp.). Hoje em dia a maioria das espécies é encontrada na América do Sul e na Austrália.
Alguns cientistas acreditam que este desaparecimento ocorreu devido à competição com os mamíferos eutérios, outros afirmam que foi apenas uma conseqüência da extinção de muitos mamíferos que ocorreu naquela era.

Reprodução diferente

O aparelho reprodutor dos marsupiais é bem diferente dos demais mamíferos. As fêmeas possuem dois úteros, duas vaginas laterais e uma vagina mediana, também chamada de canal pseudovaginal.
As vaginas laterais servem apenas para conduzir o esperma para o interior dos úteros. O canal pseudovaginal permanece fechado até o momento do parto, quando se abre para permitir o nascimento do filhote.
Já os machos possuem um pênis bifurcado que possibilita a disseminação do sêmen para o interior das duas vaginas da fêmea. Os marsupiais possuem apenas a placenta cório-vitelínica, desenvolvida a partir de membranas embrionárias.

Gestação e nascimento

O período de gestação costuma ser muito breve, em geral por volta de 40 dias. Os marsupiais recém-nascidos são chamados de altriciais. Este nome é atribuído a todos os filhotes que nascem num estágio pouco desenvolvido e, por isso, dependem de umcuidado parental intensivo.
Os frágeis marsupiais nascem com cerca de 2 a 5 cm de comprimento, ainda não enxergam nem possuem pêlos. No entanto, os seus membros anteriores são bem desenvolvidos assim como os músculos faciais e da língua. Estas características permitem que eles se prendam fortemente aos mamilos existentes no interior do marsúpio e comecem a mamar imediatamente.
Os filhotes permanecem no marsúpio até completar seu desenvolvimento. Nas espécies que não possuem marsúpio, os filhotes ficam agarrados aos mamilos das mães entre pequenas dobras de pele da região ventral.
O tempo de desenvolvimento dos filhotes no interior do marsúpio é bem maior do que o período de gestação, levando de algumas semanas até meses. E, em vários grupos, a lactação continua mesmo nos indivíduos jovens, que podem ser observados entrando e saindo da bolsa da fêmea.
Geralmente, como é o caso dos cangurus, para chegar até o marsúpio os filhotes literalmente escalam o corpo da mãe, agarrando-se em seus pêlos. Esta apenas lambe o caminho entre a vagina e a bolsa, mas não o ajuda em sua escalada. Existem algumas espécies nas quais os filhotes, ao nascerem, caem diretamente da vagina para o interior do marsúpio.

Hábitos

Os marsupiais possuem diversos hábitos alimentares e de locomoção. Existem espécies carnívoras, como o diabo-da-tasmânia, herbívoras, como os coalas, e onívoras, como os gambás. Algumas espécies estão adaptadas para viver sobre as árvores (arborícolas), outras para cavar túneis subterrâneos, enquanto outras podem correr atingindo grandes velocidades.
O canguru, por exemplo, possui os membros posteriores alongados e musculosos sendo capaz de correr a uma velocidade de cerca de 50 km por hora e saltar até 2 m de altura.

Marsupiais no Brasil

Dois marsupiais muito comuns no Brasil são o gambá e a cuíca. O gambá possui hábitos noturnos, alimenta-se de frutos e pequenos animais. Muito comum na mata atlântica, ele se adapta facilmente às áreas urbanas e pode ser visto em ruas ou sobre árvores. Como forma de defesa, sempre que se sente ameaçado, o gambá pode se fingir de morto e exalar um forte odor. É inofensivo ao homem, porém, por falta de informação, muitas vezes é confundido com ratazanas ou é tido como uma espécie ameaçadora, sendo morto de forma cruel.
A cuíca também possui hábitos noturnos e alimenta-se de pequenos frutos. É considerada uma espécie muito importante para a dispersão das sementes de algumas árvores. Isso porque a cuíca é capaz de percorrer grandes distâncias no interior das matas à procura de alimento. Nesta busca, as cuícas acabam espalhando, junto com as suas fezes, as sementes dos frutos que ingeriram. Diferentemente dos gambás, as cuícas não são comuns em ambientes urbanos.

Classificação

Os marsupiais são mamíferos pertencentes à subclasse Theria. Esta subclasse é dividida em duas infraclasses: Metatheria e Eutheria.
Os metatérios são os marsupiais e os eutérios correspondem aos mamíferos chamados de placentários. Existem cerca de 260 espécies de marsupiais, sendo que a grande maioria é nativa da Austrália ou das ilhas vizinhas. A menor espécie de marsupial mede apenas alguns centímetros e não chega a pesar nem 10 gramas.



2/09/12

Rêmoras - Os parasitas do bem!

O processo de simbiose permite à rêmora proteção e alimento.

Foto: Alfredo Carvalho Filho
Dos peixes mais interessantes e curiosos, as rêmoras, também chamadas por pegador e piolho-de-cação, têm comportamento que é excelente exemplo de simbiose comensal - uma associação entre organismos que propicia benefícios para todos.
A família da rêmora, Echeneididae, reúne apenas 8 espécies, provavelmente todas ocorrendo em nossas águas. A principal característica da família é única entre os peixes: trata-se da presença do disco cefálico, uma modificação extrema da dorsal espinhosa que seus ancestrais possuíam e que permite a fixação a superfícies lisas como o corpo de tartarugas, golfinhos, baleias e peixes pelágicos como jamantas, atuns, tubarões, etc. O processo de simbiose permite à rêmora proteção e alimento (restos de comida, parasitas, etc.) e aos hospedeiros uma frequente “limpeza de pele”, ao terem os incômodos parasitas de pele devorados por elas.

Habitat, Comportamento, crescimento e reprodução
Foto: Luiz Duarte
Há espécies com hospedeiros específicos, mas outras são generalistas, fixando-se a várias espécies de peixes maiores. Podem ser encontradas de uma a dezenas em um só hospedeiro. As lâminas do disco, entre 10 e 28, arrumadas como numa veneziana e inclinadas para frente, quando pressionadas ao corpo do hospedeiro formam vácuo, mantendo-a fixada. Ao se mover para frente, empurra as lâminas para baixo, libertando-se. Assim, quanto maior a velocidade do hospedeiro, maior será o vácuo e a aderência. Há relatos de rêmoras, com até 10 cm, capazes de suportar pesos de até 20 kg.
Embora não seja comum, grandes rêmoras chegam a causar ferimentos em seus hospedeiros por causa da sucção de seus discos. Algumas sociedades possuem lendas sobre tais peixes, atribuindo-lhes o poder de impedir barcos de navegar.
Os adultos são geralmente encontrados no corpo dos hospedeiros, os jovens e as espécies menores podem ser observados na cavidade branquial, espiráculos, cloaca e mesmo no céu da boca. Alimentam-se principalmente de copépodes parasitas e, em menor escala, à medida que crescem, de restos de presas do hospedeiro e zooplâncton .
São peixes de reprodução pouco conhecida, com ovos e larvas pelágicas e os jovens com menos de 3 cm. São quase idênticos aos adultos. Aparentemente, escolhem o hospedeiro, ainda pequenos.
Alfredo Carvalho Filho é publicitário e biólogo, autor de inúmeros trabalhos científicos, artigos populares e do livro “Peixes Costa Brasileira”. Escreve todo mês sua coluna “Que Peixe é Este” para a revista "Pesca Esportiva".
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                         castor            



Nome vulgar: Castor
Classe: Mammalia 
Filo: Chordata
Ordem: Rodentia
Subordem: Sciurognathi
Família: Castoridae
Espécie: Castor fiber
Subespécie: Americana (Castor canadensis) e eurasiana (Castor fiber).
Nome científico: Castor fiber canadensisNome inglês: Beaver
Nome em Alemão: Kanadski Bober 

Distribuição geográfica: São achados castores ao longo da América Norte com exceção do Sudoeste, e México, até a Europa e a Ásia setentrional.
Habitat: Castores vivem em rios e lagos , onde árvores são abundantes.  Floresta temperada e floresta tropical, lago e rios de água doce.
Hábitos: Castores são principalmente noturnos. Eles só são vistos ocasionalmente durante o dia. Eles normalmente se despertam ao entardecer.
Habitação: No meio de reservatórios e lagos constroem suas habitações, feitas de barro e galhos, que se comunicam com o resto do lago por um túnel subaquático. Para manter constante o nível da água e evitar que a entrada do túnel fique a descoberto, os castores constroem pacientemente, com galhos e lama, diques que podem alcançar ou até ultrapassar 300m de comprimento.
Dentição: Os dentes incisivos, grandes e fortes, prolongam-se de maneira caracterísitca.
Tamanho: 80 a 120 cm, mais 20 a 30 de cauda. Sua altura, medida na espádua, não ultrapassa 30 cm.
Peso: vaira de 20 a 30 kg
Sexualmente madura: fêmeas com 2,5 anos
Gestação: A gestação dura cerca de cem dias para a espécie eurasiana e de cerca de 130 para a americana.
Época de procriação: Formam casais que procriam no inverno. Normalemnte entre abril e julho.
Nº de crias por ano: 1
Nº de filhotes: Em cada ninhada podem nascer de um a cinco filhotes. Eles ficam com os pais durante 1-2 anos e então partem para fazer as próprias casas.
Alimentação na natureza: Os castores se alimentam de cascas e folhas de árvores e preferem sobretudo as grandes árvores de folhas caducas que crescem na margem de lagos e rios, como salgueiros, álamos e bétulas.
Alimentação em cativeiro: inhame, alface, cenouras e objetos para roerem.

Características físicas:
  • Corpo maciço, robusto e mais desenvolvido na região posterior.
  • Focinho curto e arredondado.
  • Na região dorsal do corpo tem coloração castanho-escura, com reflexos acinzentados. A região ventral, mais clara, é cinzento-amarelada. A base da cauda acha-se recoberta por longos pêlos. O restante é nu, distinguindo-se pequenas escamas anegradas. No conjunto, o colorido apresenta uma ampla gama de variação individual. Podem encontrar-se indivíduos que tendem para o negro, outros para o conzneto ou para o branco-avermelhado. Muito raros são os de cor branca, com manchas escuras.
  • Orelhas reduzidas, ficam quase inteiramente escondidas em meio à pelagem.
  • Cauda arredondada na base e cinzenta, onde se insere no corpo, achata-se e toma a forma de raquete ou espátula. Coberta de escamas, que lhe serve de leme para nadar e que, pela forma peculiar, constitui seu mais característico traço morfológico.
  • Olhos reduzidos dotados de membrana nictante. Visão deficiente.
  • Olfato e audição muito desenvolvidos.
  • Membros curtos mas possantes, com 5 dedos.
  • Os artelhos ligados por uma membrana natatória.
  • As patas dianteiras são dotadas de fortes garras, que o animal utiliza para cavar e também para segurar galhos e pequenos troncos.
  • Tíbia e perônio unidos nas extremidades, mas individualizados.
  • Bons nadadores, podem ficar submersos até 15 minutos.
Óleo de Castor: Machos e fêmeas possuem duas glândulas especiais, que se abrem na região anal. Com a forma de bolsas ou sacos, suas paredes internas secretam uma substância de consistência oleosa, deniominada óleo de castor. Densa e untuosa, essa substãncia tem coloração castanho-avermelhada, castanho-amarelada ou castanho-escuro. De odor forte e penetrante,s eu sabor é amargo. Foi empregada como produto medicinal, até o início do século XX, por suas propriedades purgativas.
Pode-se dizer que a exploração do Canadá e do oeste dos Estados Unidos foi iniciada pelos caçadores de castores, cuja pele era das mais cobiçadas. A elevada cotação de seu pêlo fez com que, durante séculos, o castor fosse perseguido sem trégua, a ponto de ter desaparecido em amplas zonas da Europa, onde era abundante. Depois disso, tanto a espécie americana como a européia ficaram sob proteção.
Atualmente, na Europa, encontram-se castores habitando a Alemanha, a Polônia e a Rússia. Algumas populações remanescentes existem na bacia do Ródano. Introduzido com sucesso, pelo homem, na Escandinávia e no lago de Genebra, este Roedor é abundante na Sibéria e no norte, ocorre em grande parte do continente, especificamente no Canadá, onde a distribuição maciça, pela caça e pelos madeireiros, chegou a ameaçar a sobrevivência da espécie que agora é protegida.
Estes animais vivem quase sempre aos casais, em regiões florestadas próximo à água. De hábitos gregários, constituem colônias numerosas, formadas pela reunião de famílias que se estabelecem em locais tranqüilos.
Na Europa e na Sibéria são comuns os abrigos construídos sob os barrancos. A galeria de acesso desemboca sob a água e é, em parte, invadida por ela. Podem existir várias entradas, conduzindo todas a uma primeira câmara, que serve de vestíbulo e onde o animal se livra da águia que trouxe no pêlo Segue-se câmara principal ou vivenda, em posição elevada, onde vive a família. Uma abertura no teto assegura a ventilação adequada, O conjunto é recoberto com ramos entrelaçados, dissimulam a abertura da chaminé de aeração e as entradas dos túneis de acesso. Essa ramagem não é cimentada com terra. Sua função, ao que parece, é proteger também o abrigo contra incursão de predadores e permitir o escoamento a água da chuva para fora da habitação. 
(veja a figura)

A casa do castor - A construção da casa pelo castor começa quando o animal cava uma câmara na margem de um charco, um lago ou uma ilha. Sobre esta primeira habitação, edifica-se a casa e todos os membros da família começam a empilhar galhos, musgo e ervas compactados com barro, até formar uma estrutura mais ou menos cônica, cuja metade superior fica acima do nível da água. A construção da casa tem início no outono e ela servirá como refúgio durante todo o inverno, quando uma camada extra de gelo e barro a isola do frio e protege dos predadores.
O estilo mais notável de abrigo é o que se encontra nas elevações de terreno banhadas por água pura e tranqüila. São construções feitas de troncos e de ramos cimentados com te, que os castores acamam e compactam com o auxílio das patas posteriores. uma ou várias galerias de acesso desembocam abaixo da superfície da água. Esses abrigos, cujo conjunto constitui verdadeiras aldeias, compreendem uma antecâmara usada para a operação de secagem do pêlo e uma câmara de residência. situada acima do nível das enchentes. Quando, durante uma inundação, a água por acaso invade a câmara de residência, o castor prepara um abrigo provisório, de emergência, sobre o teto do abrigo anterior. As paredes tem a espessura média de 30 cm e o ponto mais alto do abrigo eleva-se a um metro acima do nível da água, mas essa altura é variável, uma vez que as sucessivas gerações que vivem na mesma habitação depositam os excrementos no solo da câmara de residência, o que os obriga, periodicamente, a elevar o teto. O diâmetro, variável pela mesma razão, tem em média 2,5 m.
No interior dessas construções, a temperatura mantém-se constante, graças ao isolamento proporcionado pela abertura superior. A neve, acumulando-se sobre o teto, faz subir a temperatura; o calor dos animais que ali se reúnem não se perde. Por vezes três gerações de castores coabitam permanentemente, num total de 14 indivíduos, o que obrigada os jovens a emigrarem ao fim de dois anos.
As aldeias formam verdadeiras comunidades e envolvem certas atividades coletivas. O trabalho de construção dos diques que formam as barragens que represam cursos de d'água e asseguram o nível constante dos lagos e lagoas é feito por todos os habitantes da aldeia. Esses diques mantêm as entradas das galerias de acesso sempre submersas. Alguns diques alcançam até 600 m de comprimento e muitos metros de altura.
Nos locais pouco freqüentados pelo homem, encontra-se diques muito antigos. O naturalista suíço-americano Louis Agassiz descreveu uma dessas construções recoberta por uma camada de turfa de três metros de espessura, que lhe permitiu concluir que sua idade era de cerca de 900 anos. Ressaltou ele que a atividade dos castores, na América, ajudou a modificar consideravelmente a fisionomia das regiões por eles habitadas, alterando o fluxo dos rios e transformando torrentes em uma sucessão de represas. Além disso, as clareiras artificiais podem suceder-se por mais de 100 hectares.
Os castores são vegetarianos e, a maior parte da sua alimentação é constituída de cascas de árvores. Sua habilidade para cortar a madeira é tão grande que não chega a deixar marca dos dentes. Os incisivos são extremamente possantes, projetam-se de maneira que o castor pode utilizá-los mesmo com a boca fechada. Com eles o castor abate árvores de altura e diâmetro muito grandes. Começam por roletá-las, com um corte circular, o mais alto que alcançam. Em seguida, aprofundam o entalhe, de maneira que, ao cair, a árvore fique na posição mais propícia para seu transporte. Já no solo, o tronco é desembaraçado dos galhos e ramos e cortado em toletes apropriados, para construção. Ramos e galhos são utilizados para a cobertura do abrigo. As partes comestíveis são transportadas, em mergulhos sucessivos, e armazenadas para as épocas de frio intenso.
Os castores possuem uma morfologia peculiar, o que permite realizar tarefas gigantescas. As mãos, verdadeiras ferramentas por sua forma e constituição, são usadas para recolher a terra e a argila com que o animal cimenta as paredes de seu abrigo. Entretanto, a sua cauda é apenas utilizada para nadar e para dar sinais de alarme, golpeando com ela a superfície da água em caso de perigo.
Apoiando-se na cauda, o castor pode manter-se de pé nas patas posteriores. Quando caminha, desloca-se vagarosamente: põe primeiro uma pata no chão, depois outra, enquanto que o ventre, arrastando-se contra o solo, impede o animal de movimentar-se com maior rapidez. Dentro da água, as patas posteriores, que são palmadas, servem para impulsiona-lo , ao passo que a cauda é utilizada como leme. As mãos, que o castor usa com tanta destreza em terra firme, permanecem imóveis, enquanto ele nada, nas tarefas de construção de abrigos e barragens.
As orelhas e as narinas são providas de válvulas que se fecham quando o animal está submerso mas, o castor só pode permanecer submerso por alguns minutos, devendo voltar freqüentemente à tona para respirar.
O grito do castor, débil e rouco, lembra um gemido humano. A audição e o olfato são bem desenvolvidos e, sua acuidade visual é fantástica. Eles não só enxergam o que ocorre aio seu redor como também o que acontece nas vizinhanças.
Os castores são monogâmicos e os casais permanecem juntos por muito tempo. Os jovens vivem com os pais até completarem seu desenvolvimento sexual. A época de reprodução varia de acordo com a região em que vivem, mas, de uma maneira geral, tem início no inverno. Machos e fêmeas demonstram afeto recíproco. O parto ocorre sempre dentro da câmara central do abrigo. Os recém-nascidos são cegos, mas já tem o corpo coberto de pêlos. O número de crias varia de um a oito, sendo em geral seis, que a fêmea amamenta durante um mês. Ao fim de um ou dois anos os filhotes abandonam os pais, e afastam-se então para construir suas próprias famílias.
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sexta-feira, 19 de abril de 2013


Diabo Espinhoso e seu estranho primo distante, o Lagarto de Chifres



O Diabo Espinhoso (Moloch horridus) é a unica espécie do gênero Moloch. É um pequeno réptil existente na Austrália cuja dieta consiste somente em formigas. O Diabo Espinhoso não ultrapassa os 20 cm de comprimento. As fêmeas são maiores que os machos. A sua coloração, que eles próprios controlam, tal como o camaleão, varia entre o amarelo e o castanho-escuro, conforme o tipo de solo e serve-lhe de camuflagem.

O Diabo Espinhoso só tem formigas como único alimento, Só come uma formiga de cada vez, que captura com a sua língua pegajosa, mas pode comê-las a um ritmo de 45 por minuto. Podem comer entre 600 a 3000 só numa refeição e mais de 10 000 por dia.



Para beber o Diabo Espinhoso condensa o umidade existente na noite fria nas escamas e canaliza-a até à boca através de sulcos existentes por entre os espinhos. O mesmo acontece em dias de chuva ou se ele encontrar uma poça. Habita principalmente terrenos de vegetação rasteira e desertos na Austrália Ocidental e Central. O acasalamento e a postura dos ovos ocorre entre Setembro e Janeiro. São postos de 3 a 10 ovos que eclodem 3 a 4 meses depois. Ele atinge a maturidade aos 3 anos e crê-se que vive 20 anos em estado selvagem.



Embora tenha o corpo coberto de espinhos cônicos, a sua extrema lentidão torna-o uma presa fácil, utilizando os espinhos como defesa, e também utilizam-se da técnica de inflar o corpo para parecerem maiores e amedrontar o predador ou para parecerem difíceis de engolir.

O Diabo Espinhoso é aparentado com o Lagarto de Chifres (Phrynosoma coronatum) da América do Norte, que também tem uma técnica muito inusitada para se defender, ele esguicha sangue pelos olhos! Exatamente, não leu errado não.



Pelo menos quatro espécies de Lagarto de Chifres também são capazes de fazer jorrar um fluxo de sangue dos cantos dos olhos em uma distância de até cinco metros. Eles fazem isso, restringindo o fluxo de sangue deixando a cabeça, aumentando assim a pressão arterial e ruptura dos vasos capilares ao redor do pálpebras . Isto não só confunde os predadores, mas faz com que pensem que o animal já esteja morto, pois está imóvel e jorrando sangue, e assim desistam do ataque pois preferem animais vivos. Funciona com caninos e felinos, mas as aves não parecem se impressionar muito com a técnica.



LULA-VAMPIRO-DO-INFERNO

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LULA VAMPIRO 1A lula-vampiro-do-inferno, de nome científicoVampyroteuthis infernalis, é um cefalópode (animal que tem os pés na cabeça) que vive nos oceanos Atlântico e Pacífico em profundidades entre 400 e 1.000 metros, com baixa concentração de oxigênio. Descrito pela primeira vez em 1903, pelo zoólogo alemão Karl Hoen, ela tem, em média, 15 cm de comprimento, embora alguns exemplares possam chegar aos 30 cm.
Seu nome não lhe foi dado porque ela se alimente de sangue, mas sim pelo fato de que as membranas de seus tentáculos aparentam ser uma capa como a do conde Drácula, dos filmes de terror. Quando ameaçada, esses apêndices móveis são colocados para fora, tornando o animal uma esfera pontiaguda. Ao contrário de outras lulas, esta espécie só tem oito tentáculos. Além disso, à sua aparência estranha são adicionados os olhos que brilham no escuro.
Sabe-se bem pouco sobre o seu desenvolvimento corporal, desde o embrião até a plena forma adulta, a não ser que durante esse processo elas passam por três fases distintas na formação e transformação física. Dependendo das condições de iluminação, seu corpo gelatinoso torna-se aveludado preto, vermelho, roxo ou da cor marrom. Possuem uma membrana ligando os tentáculos entre si, cada um deles coberto por fileiras de espinhos moles e com ventosas disponíveis apenas nas extremidades.
LULA VAMPIRO 2Seus olhos abaulados (têm a forma convexa) e transparentes medem cerca 2,5 cm e podem mudar de cor (vermelho ou azul) dependendo da luminosidade. Este diâmetro ocular é um dos maiores alcançados em proporção ao corpo, entre todos os animais. Eles podem distinguir as silhuetas de outros animais, o que lhes dá condição de nadar flutuando acima deles.
Para proteger-se dos outros animais elas emitem um brilho azulado (bioluminescência) que dilui seu contorno e as esconde dos que estão por baixo delas. A bioluminescência é um processo biológico que origina radiações luminosas, ou seja, a luz emitida pelos organismos luminescentes de determinados animais dá aos mesmos um espectro contínuo, abrangendo toda a região visível
Os pirilampos apresentam fenômenos comuns de bioluminescência, bem como peixes que vivem em grande profundidade, vários tipos de caranguejos, de moluscos e de medusas, alem de protozoários microscópicos que produzem pontos brilhantes no fundo do mar. Esta estratégia de defesa é usada largamente pela lula-vampiro-do-inferno, que, além disso, possui um par de fotorreceptores situados no topo da cabeça, possivelmente para alertá-la sobre movimento acima de onde se encontra.
A lula-vampiro não tem bolsas de tinta, como os polvos, talvez devido à pouca praticidade desse tipo de defesa nas águas escuras das grandes profundidades. Ao se sentir ameaçada ela dispara uma nuvem de muco pegajoso bioluminescente, o que surpreende os predadores e dá a ela a oportunidade de escapar.
LULA VAMPIRO 3No caso de uma ameaça mais séria, ela libera uma tinta a partir das pontas dos tentáculos, criando uma nuvem de muco pegajoso bioluminescente, contendo inúmeras bolas azuis brilhantes. Essa cortina de luz dura aproximadamente 10 minutos, confundindo e desnorteando os predadores. Mas esse método de proteção é aplicado apenas em casos de perigo extremo, pois a renovação do muco expelido exige grande gasto de energia.
Praticamente toda a superfície do corpo desse molusco é coberta com órgãos de bioluminescência – fotóforos, órgãos luminescentes dos animais – semelhantes a pequenos discos brancos que aumentam de tamanho nas extremidades dos tentáculos e na base das barbatanas. A lula-vampiro-do-inferno controla muito bem esses órgãos, sendo capaz de produzir desorientação a seus perseguidores emitindo flashes de luz que duram desde alguns centésimos de segundo a vários minutos. Além disso, pode controlar o brilho e tamanho das manchas de cor.
Embora a dieta das lulas-vampiras-do-inferno seja desconhecida, supõe-se que pequenos crustáceos (incluindo camarão) e animais aquáticos como as hidras de água doce, medusas, águas-vivas oceânicas, os corais, anêmonas do mar e as caravelas, certamente estejam incluídos. Isso porque, devido à escassez de alimentos em seu habitat, torna-se lógica a suposição de que elas sejam onívoras, e por isso comam tudo que consigam capturar.
Para a vida em grandes profundidades, sob alta pressão e com carência de oxigênio, a lula-vampiro-do-inferno conta com várias adaptações orgânicas importantes, entre elas a de que possui o menor nível de metabolismo entre todos os cefalópodes que vivem bem abaixo do nível do mar. Sua musculatura, ainda que subdesenvolvida, tem um perfeito sistema de equilíbrio, e com isso a densidade do corpo praticamente corresponde à da água do mar, o que permite ao animal manter-se flutuando com pouco esforço, além de proporcionar-lhe mobilidade suficiente;


                       urso pardo

        


As fêmeas são bastante agressivas quando se encontram acompanhadas por suas crias.

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Mammalia
Ordem Carnivora
Família Ursidae
Gênero Ursus
Espécie 
Ursus arctos
Os ursos pardos, assim como outros animais do Gênero Ursus, têm o corpo pesado, a cauda curta e garras não retráteis, apresentando-se bastante afiadas. O pelo é longo e espesso, e a cor varia entre branco, dourado e castanho-escuro.
São encontrados na Sibéria, Alasca, norte do México, Himalaia e norte da África. Como existem várias subespécies (mais de 90), peso e tamanho podem variar bastante. O maior deles, o urso-de-kodiak (Ursus arctos middendorffi) pode ter até três metros, e atingir 800 quilos. Por isso, estão entre os maiores animais do Gênero Ursus, juntamente com os ursos polares.
Possuem a capacidade de correr até 50km/h, nadar, subir em árvores e também de manterem-se em pé, equilibrando-se com as patas traseiras. Onívoros, sua dieta inclui mel, frutas, larvas, mariposas, peixes, pequenos roedores e carniça de grandes animais. Alguns indivíduos podem invadir plantações e habitações em busca de alimento. Isso se deve, principalmente, à perda de hábitats, e pode ser um risco para ambas as espécies.
Outrora bastante caçados, passaram a ser protegidos. Tal fato fez com que suas populações aumentassem novamente, e bastante, justificando o porquê de, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, IUCN, se encontrarem em risco mínimo de extinção. Atualmente, sua caça é permitida, com ressalvas: as licenças autorizam somente aqueles se que apresentam feridos e/ou com comportamento perigoso.
Vivem solitários, unindo-se somente durante a reprodução, ou no período em que os filhotes ainda acompanham a mãe, que dura em torno de três anos. Atingem sua maturidade sexual aos seis anos de idade, aproximadamente, e podem ter filhotes até os trinta, ou seja: até o fim de suas vidas. A gestação dura entre seis e nove meses, dando origem a dois filhotes, geralmente, sendo amamentados durante os seis primeiros meses de suas vidas.
Durante o inverno, ficam reclusos em covas ou cavernas, e passam este período em estado de estivação. Seu metabolismo fica mais lento, retornando ao normal quando as condições ambientais se apresentam favoráveis. Apesar de o senso comum dizer o contrário, não se trata de hibernação, já que a temperatura corporal destes animais não se equipara à do ambiente, e os mesmos não se apresentam letárgicos.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola